As técnicas envolvidas na anamnese e exame físico diagnóstico do abdômen formam a essência deste programa. Uma vez que estas técnicas adquirem sentido apenas no contexto de cada paciente com sintomas abdominais também se é enfatizado a abordagem e comunicação com o paciente.

Uma boa anamneses consiste na base do trabalho diagnóstico: a informação obtida da anamnese contribui substancialmente para definir um diagnóstico. Este tópico é discutido na sessão “Exame Abdominal”.

Se os achados da anamnese do paciente e o exame físico do abdômen não forem suficientes para definir um diagnóstico, pode-se obter mais informações utilizando outras ferramentas técnicas diagnósticas. A importância dessas ferramentas é indiscutível, porém está além do objetivo deste programa.

O conhecimento da anatomia, fisiologia e patofisiologia da parede abdominal, a cavidade abdominal, e os órgãos nela contidos são essenciais para a realização de um exame abdominal apropriado e, em particular, para a interpretação dos resultados. Estes temas não são discutidos detalhadamente neste programa. Para mais detalhes e informações consulte os livros relevantes da área.

Na seção “técnicas específicas de exame” e “O exame abdominal no contexto clínico” o diagnóstico físico e a técnica em uma maneira passo-a-passo. São descritas as diferenças entre os resultados normais e patológicas.

Os vídeos ilustram o uso das técnicas de exame – mas não em um contexto de “sala de aula”, mas como acontece nas consultas reais. Também é ilustrado a comunicação com o paciente durante o exame.

A realização do exame e a interpretação dos resultados devem ser considerados no contexto do paciente: os sintomas determinam a importância de realizar diferentes técnicas e um exame mais aprofundado depende, em parte, dos resultados de testes anteriores. Para ilustrar estes pontos, é apresentado no capítulo 6 um caso de abdômen agudo e a sua discussão. Sintomas abdominais também ocorrem com frequência em crianças. As técnicas envolvidas na análise abdominal de uma criança não diferem consideravelmente, mas a abordagem para o paciente deve ser modificada de acordo com a idade. Para ilustrar isso são utilizados três cenários hipotéticos que envolvem crianças de várias idades.